quinta-feira, 4 de março de 2010

Os Indomáveis.

Veterano da Guerra Civil Americana e vivendo com sua família em um rancho que sofre com a seca: Dan Evans é um rancheiro sem sorte. Amputado, endividado, desrespeitado e sem alternativa para garantir a sobrevivência própria e de sua esposa e filhos, Dan aceita a missão de levar o temido fora-da-lei Ben Wade até uma cidade vizinha onde passará o trem para o tribunal em Yuma, às 3:10 - daí o nome original do filme.  


James Mangold na certa teve a honra - e o talento - de dirigir o melhor filme de Velho Oeste da primeira década deste século. Infelizmente, não podemos dizer que há grande concorrência por tal título. Em seus anos dourados, as filmes de Velho Oeste renderam tantos cartazes que permitem aos mais desavisados pensar em um período da história americana que teria durado séculos, e não apenas os seus trinta e poucos anos. Nas décadas de 50, 60 e 70 os filmes de bangue-bangue eternizaram, além de clássicos do cinema, nomes como os de John Ford e John Wayne, Howard Hawks e, entre tantos, o icônico Clint Eastwood. Mas, atualmente, conta-se nos dedos os lançamentos deste gênero, e, com poucas novidades, Os Indomáveis corresponde às expectativas.
Entre todos os tipos de filmes, os de faroeste são os mais exigentes. Não bastar tem um orçamento milionário, ou talentosos diretor e roteirista: precisa-se dos dois. Ver tiroteios, balas para todos os lados não agrada os amantes do gênero; faz-se necessário um bom diretor para dosar as cenas de ação com ausência ou excesso de tiros para não cansar o público, e um ótimo roteirista para livra o filme dos clichês que assombram as histórias. O filme conta cenas de ação bem elaboradas, porém, para aqueles que não se contentam apenas com tiros e corpos pelo chão, possui também um roteiro bem engenhado, trazendo boas surpresas e um final espetacular. O único e imenso desastre no filme é o nome que recebeu no Brasil, claramente de interesses comerciais, forçando apologia ao grande sucesso de público e crítica Os Imperdoáveis da década anterior, não tendo o nome escolhido nada em comum com o desfecho da história. 
Os Indomáveis revisa, após  cinqüenta anos, a história do clássico Galante e Sanguinário, mais memorável, romântico e épico; Christian Bale está ótimo no papel principal junto à atuação impecável de Russell Crowe (o gênio de Uma Mente Brilhante e Gladiador) fazendo justiça aos ídolos Van Heflin e Glenn Ford, respectivamente, que viveram os personagens na década de 50.
Se não fosse por alguns modernismos, apropriados ou não, Os Indomáveis entraria para o seleto grupo de grandes produções que encataram, - e ainda encantam - parte da história do cinema, porém, com duas indicações ao Oscar, revive o gênero de maneira exemplar, mantendo-o vivo; certamente fará novos fãs do bom e velho Velho Oeste.

2 comentários:

Marília Lage. disse...

Cinéfilo. *o* Hahaha. Outro filme para a enorme lista. +_+

Marcus Gabriel. disse...

o final deste filme é |O| kopaposk meu sonho é encontrar Galante e Sanguinário perdido em alguma loja da vida. .-.